Há dois dias ganhei uma rosa. Vermelha, cores fortes e bela. Seu cheiro invadia minha sala mas sua forma de entrega me deixou espantanto. Pregada na porta da minha sala, ela parecia querer me dizer algo desde o momento em que tirei as fitas que a seguravam. Aprendi na escola, que se você corta seu caule na diagonal, aproximadamente 3cm acima do último corte e coloca ela imediatamente na água, ela dura mais tempo. E isso realmente acontece! Hoje, mais de 72 horas se passaram, depois de tanto toque e diálogos infundáveis, depois de tanta admiração e espanto das outras pessoas, é engraçado como ela insiste em desviar meu olhar concentrado no trabalho e me mostra essa vontade absurda de viver. Parada ao lado esquedo do meu monitor, ela parece sorrir pra mim, e como quem quer me dizer algo, por alguns momentos aquele meu coração mole parece querer ressurgir. Ela é realmente uma bela flor, talvez a mais bela de todas que eu já ganhei vi, e seu perfume parece não acabar nunca.
É ela que me faz companhia em todas as minhas manhãs solitárias nesse trabalho, e sei que uma tristeza ja começa a me corroer quando lembro que o tempo de vida dela será curto. Converso com ela, dou bom dia, até coloco música pra ourvimos. (Sim! ela parece gostar muito de rock. hehehehe…) Mas quanto à sua vida, prefiro não pensar nisso agora e apreciar o seu “vermelho”, já que a dor da perda tem feito parte do meu cotidiano, não é hora de se apegar aos prazeres do material.
Era assim quando eu ainda sentia dor.
=)
Bom dia minha flor.
