Archive for outubro \30\UTC 2006

…um trecho daquela história!
outubro 30, 2006

então lá estava ela
maquiagem derretida e batom vermelho
se olhando no reflexo de uma panela
onde ela pensava ser seu espelho

suas unhas ja estavam todas comidas
seu vestido rasgado
seu braço com marcas de mordidas
e seu cabelo despenteado

Seu desespero era de angustiar
naquele fim de tarde de domingo
não parava de fumar
já não tinha mais nenhum amigo

parecia uma bela garota embreagada
sem saber por onde ir
não havia voltado de nenhuma balada
ela então resolveu sentar ali

falava de sua vida, seus sentimentos, seus momentos
sua história, sua decepção, seus lamentos
não dava mais valor a vida, vivia de tormentos
só pensava em ficar sozinha, sem fazer qualquer movimento!

…acho que ela precisava de amor!

…jogadas ao vento!
outubro 17, 2006

sozinho
no vento
vento que vem do leste
oeste
nordeste
malzoléu
que toca profundo
cantando
ugindo
neste mundo, naquele
tumulto
de forma e contexto
pretexto
hora de sentir a brisa
tão quente
tão limpa
um escuro quando se fecha os olhos
uma linha, abrindo
em dois
horizontal
direto pro horizonte
tão longe
só vejo o sol
sol de brilho
de pássaros
de vida, fotossíntese
de folhas
que cresce, espalha
aumenta
e é soprada pelo vento
manhã
movimento
da janela aberta
tão reta
tão comum
tão longe

Três amigos!
outubro 9, 2006

Três amigos cantando
Em um só movimento insano
Fica o olhar de alegria. Oculto.
Neste momento feliz de riso, café e tumulto
Tudo no canudo
Seco, rasgado, suado.. Ah! amigo…
Sentido do tudo. do absurdo.
do neurótico ao majestoso,
no lapso de uma xícara de café.

De um jeito especial ela sorriu amiga
Olhando por baixo falou exclamando
– De novo menina mais novo
A outra repetiu que apesar de tolo
Ele encanta os dias sem consolo.

Escrever sem pensar
Jamais dizer não
Alguém pensa no ser mais novo
Menino levado, de 18 anos
Outros no que estão mais próximos.
Que parece ser amigo a anos.
anos. A outra não sabe.
Anos, idade, coração?
Talvez não.
Só lembro que ela disse ter olhos azuis
e o chamava de “pião”
Via em seu olhar
uma expressão de emoção!

Coração, pulmão tudo explodindo
como um rojão em festa de São João.
Os amores encantados disparados
amarrados e dobrados no bolso
como uma poesia de amor garboso.

Uma mesa, quatro cadeiras,
Uma delas tão vaga
Que cabe até as tralhas dos amigos feitos de papel e caneta

O momento, um registro
A pilha acaba e nos deixa na mão
A certeza de um belo momento
sem nada escrito no chão
papel, caneta, cigarro
Tudo compõe o momento
silêncio, lembranças e café
tudo desperta sentimento.

Vento, lento, embaraçado, avuado
Quem? “nós ou o vento”?
A brasa do cigarro aceso queimando eternamente.
Eternamente quente o café, quente a amizade,
Dos que vão… depois do abraço.
pra onde não se escreve.

Até a próxima.
Enquanto houver eternamente.

…Companhia de Domingo!
outubro 1, 2006

Foi difícil achar o lugar
andamos sem pensar
onde aquilo tudo ia dar
onde os sentidos iam nos querer levar
até a sombra daquela bela árvore nos abraçar!

Tive que descer do carro
talvez toda aquela emoção não era suficiente pro espaço
espaço?
que espaço.. aquilo tudo era mar.
tinha parado em frente a areia
esperando o vento soprar
antes que a gente no mar fosse se afogar
pois estava com cara de tsunami!

Nem Chequevara enfrenta!

Aquela bela paisagem era tarde de domingo
mas um pouco com olhar fixado
vai além do encontrado
pois até poluição a mente ja havia criado!
O mis emocionante foi ir até londres..
Lembra da roupa dela?
Ela ficou bem com aquele sapato
que te deu um visual bonito
o estilo elegante
era uma pena que parecia apertado!
Bem feito! Não quis largar aquele doce e me ajudar com as sacolas!

Mas tudo bem!
nunca tinha ido tão longe
em Belo Horizonte a gente se esconde
mas se é tudo de mentira
que mal tem?

Ainda vai ter outra daquela
onde além de dançar com os pássaros
a música vai ser bela
vou estar de novo ao lado dela
rindo de todos os movimentos
mas sem perder aqueles momentos
que nos levaram para um filme!
Falando em filme acho até que me lembrei de quem eu era
Um ator que fez Senhor das Armas
Não tem nada a ver com o bunitão que fez As Panteras!

Tudo era diferente
Deixava a gente tão leve
com expressão sorridente

vou me lembrar pra sempre
o dia mais feliz do ano
que um simples pôr-do-sol
fez da minha vida um seriado americano!

Foto do placebo?
Bom te ver!